Thargoria
Grimoar, as grandes serpentes aladas de Thargor
[Imagem meramente ilustrativa, a partir de tender-dragon: Quetzalcoatl]

Grimoar, as grandes serpentes aladas de Thargor

[Imagem meramente ilustrativa, a partir de tender-dragon: Quetzalcoatl]

Um Ilmory pós-moderno!
[Imagem meramente ilustrativa, a partir de iechofour: After Dark by ~Dark-Sheyn]

Um Ilmory pós-moderno!

[Imagem meramente ilustrativa, a partir de iechofour: After Dark by ~Dark-Sheyn]

Não existem anjos em Thargor [há, sim, mensageiros, como os gahenny e os azorêus, porém, com origens e características bem distintas daquelas dos anjos de algumas culturas argorianas], mas achei essa imagem tão linda que resolvi compartilhar.
[Imagem meramente ilustrativa, a partir de theartofanimation & Sanbonzakura]

Não existem anjos em Thargor [há, sim, mensageiros, como os gahenny e os azorêus, porém, com origens e características bem distintas daquelas dos anjos de algumas culturas argorianas], mas achei essa imagem tão linda que resolvi compartilhar.

[Imagem meramente ilustrativa, a partir de theartofanimation & Sanbonzakura]

Princela Helana, filha de Uan, Rei e Senhor dos Mehlroe.
[Imagem meramente ilustrativa. Artista: Uildrim]

Princela Helana, filha de Uan, Rei e Senhor dos Mehlroe.

[Imagem meramente ilustrativa. Artista: Uildrim]

Aymhór - Os Deuses Supremos
Conta-se que no início havia apenas o Vazio e, no meio dele, entre as trevas primordiais, dois seres de extremo poder e beleza. Chamavam a si mesmos de Yeshimir, o vermelho — cujo semblante era a representação da força, da virilidade, do desejo masculino, da luz da estrela da manhã e da paternidade — e de Yeshithar, a dourada — a delicadeza, a sensibilidade, o desejo feminino, a luz da estrela da noite, a maternidade. Eles surgiram sobre a Grande Planície do Nada e durante muito tempo, a contemplaram.
Aqueles que foram chamados de Aymhór, os Deuses Supremos, observam a superfície deserta da planície e o vazio que a envolvia durante um longo tempo, tão longo que não pode ser mensurado ou compreendido pela lógica mortal. E para onde olhavam eles enxergavam apenas trevas e caos, pois não havia beleza no vazio.
Então, surgiu em seus corações e espíritos a Consciência da Criação e a Grande Vontade e juntos, decidiram criar um mundo novo e dar a ele a maior de todas as dádivas de todos os universos conhecidos: o dom da vida.
Do Vazio, os deuses desceram a terra e habitaram o mundo e de suas vontades naceu o Reino Dourado de Thargor.
[Imagem meramente ilustrativa]

Aymhór - Os Deuses Supremos

Conta-se que no início havia apenas o Vazio e, no meio dele, entre as trevas primordiais, dois seres de extremo poder e beleza. Chamavam a si mesmos de Yeshimir, o vermelho — cujo semblante era a representação da força, da virilidade, do desejo masculino, da luz da estrela da manhã e da paternidade — e de Yeshithar, a dourada — a delicadeza, a sensibilidade, o desejo feminino, a luz da estrela da noite, a maternidade. Eles surgiram sobre a Grande Planície do Nada e durante muito tempo, a contemplaram.

Aqueles que foram chamados de Aymhór, os Deuses Supremos, observam a superfície deserta da planície e o vazio que a envolvia durante um longo tempo, tão longo que não pode ser mensurado ou compreendido pela lógica mortal. E para onde olhavam eles enxergavam apenas trevas e caos, pois não havia beleza no vazio.

Então, surgiu em seus corações e espíritos a Consciência da Criação e a Grande Vontade e juntos, decidiram criar um mundo novo e dar a ele a maior de todas as dádivas de todos os universos conhecidos: o dom da vida.

Do Vazio, os deuses desceram a terra e habitaram o mundo e de suas vontades naceu o Reino Dourado de Thargor.

[Imagem meramente ilustrativa]

Um Ehnu muito, mas muito zangado!
[Imagem meramente ilustrativa; artista: Richie Marella]

Um Ehnu muito, mas muito zangado!

[Imagem meramente ilustrativa; artista: Richie Marella]

Ahwen — Os Elementais da Água
Os Ahwen dividem-se em:

Ahw’y — Deuses elementais das ondas e das águas do mar, associadas às criaturas chamadas de ondinas do Reino de Argor. Filhos da Khírio Maéster, a Deusa dos Oceanos, habitam as ondas do mar e o fundo do oceano. Não possuem formas definidas, mas quando aparecem geralmente assumem formas humanas a partir das águas e da espuma do mar.


Ahwery — Deuses elementais dos rios e dos lagos, associados às ninfas de Argor. São, dentre todos os deuses elementais, os que mais semelhança física possuem com os thargorianos. Vivem próximas às margens de rios e lagos e são descritas por aqueles que já as viram como sendo jovens e belas donzelas de cabelos longos da cor das águas do rios, que aparecem e desaparecem no ar à medida que dançam e voam sobre as águas.

[Imagem meramente ilustrativa, a partir de m1923]

Ahwen — Os Elementais da Água

Os Ahwen dividem-se em:

  • Ahw’y — Deuses elementais das ondas e das águas do mar, associadas às criaturas chamadas de ondinas do Reino de Argor. Filhos da Khírio Maéster, a Deusa dos Oceanos, habitam as ondas do mar e o fundo do oceano. Não possuem formas definidas, mas quando aparecem geralmente assumem formas humanas a partir das águas e da espuma do mar.
  • Ahwery — Deuses elementais dos rios e dos lagos, associados às ninfas de Argor. São, dentre todos os deuses elementais, os que mais semelhança física possuem com os thargorianos. Vivem próximas às margens de rios e lagos e são descritas por aqueles que já as viram como sendo jovens e belas donzelas de cabelos longos da cor das águas do rios, que aparecem e desaparecem no ar à medida que dançam e voam sobre as águas.

[Imagem meramente ilustrativa, a partir de m1923]

Shade En Rhyel:
Exploradora Hhazàr que desenvolveu o Delyo’Rhyel,o Mapa de Thargor, a primeira cartografia completa das cinco regiões do reino, seus limites e fronteiras conhecidas.
[Imagem meramente ilustrativa; autor(a) desconhecido(a)].

Shade En Rhyel:

Exploradora Hhazàr que desenvolveu o Delyo’Rhyel,o Mapa de Thargor, a primeira cartografia completa das cinco regiões do reino, seus limites e fronteiras conhecidas.

[Imagem meramente ilustrativa; autor(a) desconhecido(a)].

Khazanür — Os Unicórnios
Raça mística que habita as matas encantadas de Daí-Ezaim e os vales escondidos de Ehldorian. Assemelham-se a magníficos cavalos selvagens; no entanto, são maiores e mais robustos que os khazalys e mais belos que os cavalos argorianos. Como aspecto geral, os khazanür possuem corpos fortes e robustos, de pelos lisos e brilhantes e longas crinas prateadas. Grandes mechas cobrem a cauda e a parte superior das patas, cujos cascos, à diferença dos khazalys e dos cavalos argorianos, são tripartidos. Também possuem uma fina camada de pelos lisos na altura do pescoço e sobre as ancas dianteiras. Como característica particular, os khazanür dividem-se em duas raças principais, a saber:
— Os Unicórnios Brancos — Menores e mais delgados [características que os aproximam dos khazalys] esta espécie possui um único corno, longo e afunilado, sobre a testa. São completamente brancos, com uma longa barba de pelos que lhes cai bem abaixo do queixo. São os mais sociáveis dentre as duas espécies e os de mais fácil contato.
— Os Unicórnios Negros — Maiores e mais selvagens que seus irmãos, esta raça tem por grande diferencial a cor escura de seus pelos, de um negro brilhante [salvo os pelos da crina, sobre as patas e da cauda que, na cor, oscilam entre o prata, o branco e o bege claro]. Possuem dois chifres frontais, enfileirados e ligeiramente diferentes em tamanho [um maior, localizado entre a altura dos olhos e outro menor, localizado imediatamente abaixo, próximo às narinas].
[Imagem meramente ilustrativa, a partir de motionless-in-a-coma].
Khazanür — Os Unicórnios

Raça mística que habita as matas encantadas de Daí-Ezaim e os vales escondidos de Ehldorian. Assemelham-se a magníficos cavalos selvagens; no entanto, são maiores e mais robustos que os khazalys e mais belos que os cavalos argorianos. Como aspecto geral, os khazanür possuem corpos fortes e robustos, de pelos lisos e brilhantes e longas crinas prateadas. Grandes mechas cobrem a cauda e a parte superior das patas, cujos cascos, à diferença dos khazalys e dos cavalos argorianos, são tripartidos. Também possuem uma fina camada de pelos lisos na altura do pescoço e sobre as ancas dianteiras. Como característica particular, os khazanür dividem-se em duas raças principais, a saber:

Os Unicórnios Brancos — Menores e mais delgados [características que os aproximam dos khazalys] esta espécie possui um único corno, longo e afunilado, sobre a testa. São completamente brancos, com uma longa barba de pelos que lhes cai bem abaixo do queixo. São os mais sociáveis dentre as duas espécies e os de mais fácil contato.

Os Unicórnios Negros — Maiores e mais selvagens que seus irmãos, esta raça tem por grande diferencial a cor escura de seus pelos, de um negro brilhante [salvo os pelos da crina, sobre as patas e da cauda que, na cor, oscilam entre o prata, o branco e o bege claro]. Possuem dois chifres frontais, enfileirados e ligeiramente diferentes em tamanho [um maior, localizado entre a altura dos olhos e outro menor, localizado imediatamente abaixo, próximo às narinas].

[Imagem meramente ilustrativa, a partir de motionless-in-a-coma].

[Excerto]: “A dama da Casa de Wassir”, publicado na coletânea Sagas, Vol. 1 - Espada & Magia.

[…] As grandes muralhas de Wassir En Nash davam a Atha’ny uma estranha sensação de desconforto. Acostumado aos amplos espaços abertos das praias brancas de Heya, a aldeia central dos shoar’ym, onde nascera, e ao horizonte do mar sem fim que lhe tomava a face sul, para ele, estar entre muros altos era mais um desafio que aquela jornada lhe impunha, como se as paredes enegrecidas em torno de si o prendessem como uma gaiola. Para além delas, o horizonte longínquo delineava a majestosa barreira de montanhas e a extensa faixa de terras que levava à Thargor, o grande continente fronteiriço situado no ocidente do mundo.

Atha’ny já ouvira muitas histórias sobre os homens que habitavam as vastas terras onde o sol surgia primeiro, muitas delas trazidas pelos Wash’Yiár, os Clãs de Comércio que recentemente haviam travado conhecimento e negócio com eles. Outras, oriundas das poucas incursões que guerreiros Midh’raÿ haviam feito para além da fronteira. Certa feita, quando ainda jovem, ouvira de um guerreiro que aportara em sua aldeia, vindo do norte mundo, histórias sobre as Grandes Guerras e os muitos assaltos perpetrados por seu pequeno grupo de bravos às cidades dos thargorianos, ainda pouco dados às artes da guerra que seu povo tão bem dominava desde o nascimento. À época, Atha’ny ouviu admirado o estranho contar sobre a lenda que surgiu entre eles acerca da assombrosa capacidade mística dos Midh’raÿ de se misturarem às sombras, dom que, segundo tal história, fora obtido através de um pacto com os Amu’darash, chamados por eles de Senhores das Sombras. Depois de anos de guerras, o continente gozava agora de uma paz duradoura, graças em parte a um grupo de lordes mágicos que, segundo soubera, haviam se tornado detentores de um poder incomensurável. Um deles, inclusive, que presenciaria a Noite da Aliança, logo mais.

— Meu senhor — uma escrava branca, de olhar passivo que refletia a cor das ondas do mar distante, assomou-se à porta. — Os Senhoriais o aguardam no grande salão.

Era de uma beleza singular, a escrava. A pele alva e o sotaque levemente estranhado indicavam que provavelmente havia sido trazida das aldeias mais ao norte. Vestida à maneira dos habitantes de Wassir — com uma túnica curta que lhe cobria pouco mais da metade do corpo, deixando as longas pernas e o colo convidativamente expostos — ela se mostrava irresistivelmente encantadora. Aquele não era o mais apropriado dos momentos, mas Atha’ny não conseguiu reprimir o desejo que lhe surgiu sem aviso ante o chamado que emanava do corpo da jovem escrava. Graças àquela maldita viagem, a Noite das Descobertas lhe havia sido negada e agora ele teria de esperar sabe-se lá quanto tempo até poder provar pela primeira vez da carne tenra de uma fêmea. Ele aproximou-se devagar, acariciando seu rosto com a ponta dos dedos, enquanto ela involuntariamente recuava, assustada.

— M-meu… senhor…?

Atha’ny sentiu o desejo se intensificar ante a negativa da escrava, mas buscou se controlar. Não sabia se ela já tinha dono e não seria um bom presságio iniciar as relações com seus futuros aliados lhe roubando os escravos. Contrafeito, ele afastou-se, recolheu a espada de sobre o móvel, apertou no pulso a emblema de Dash’wa — cuja insígnia de Shoar reluzia a ouro e as cinco cabeças reptílicas traziam pequenas preciosidades em lugar dos olhos —, artefato especialmente preparado para aquela noite e que, ao final, seria entregue a sua noiva, como forma de selar a união entre os Clãs, e seguiu a escrava para fora do quarto. Aquele era já o segundo dia desde a chegada a Wassir En Nash. Depois de acolhidos pelos senhores do lugar e devidamente acomodados, ele passara a cumprir os rituais protocolares que a situação exigia: se apresentara ante o Senhor de Guerra e governante da Cidade-Império e lhe oferecera os seis presentes sagrados; estivera na presença do Pai do Tempo e lhe mostrara as seis marcas do eleito, feitas por cada uma de suas Seis Espadas, e visitara o Templo de Dash’wa, a Única — uma construção imponente que ocupava a praça principal da cidade —, depositando sobre o altar uma gota de seu sangue, cumprindo assim as honrarias que deveriam ser prestadas por um guerreiro Midh’ray e futuro consorte de uma filha de Wassir.

A escrava o conduziu por um largo corredor, desordenadamente ornamentado por uma sorte de armarias e apetrechos de guerra pendurados ou simplesmente jogados junto às paredes, deixando-o às portas de um amplo salão localizado na parte mais alta da construção. Sobre o madeiramento enegrecido, desenhos rústicos pareciam querer contar, embora sem muito sucesso, a história do povo que fundara aquela cidade. Antes que Atha’ny pudesse indagar-lhe o que viria a seguir, ela desapareceu”.

[Imagem meramente ilustrativa; parte da capa criada por Nathan Milliner para a Editora Argonautas]

[Excerto]: “A dama da Casa de Wassir”, publicado na coletânea Sagas, Vol. 1 - Espada & Magia.

[…] As grandes muralhas de Wassir En Nash davam a Atha’ny uma estranha sensação de desconforto. Acostumado aos amplos espaços abertos das praias brancas de Heya, a aldeia central dos shoar’ym, onde nascera, e ao horizonte do mar sem fim que lhe tomava a face sul, para ele, estar entre muros altos era mais um desafio que aquela jornada lhe impunha, como se as paredes enegrecidas em torno de si o prendessem como uma gaiola. Para além delas, o horizonte longínquo delineava a majestosa barreira de montanhas e a extensa faixa de terras que levava à Thargor, o grande continente fronteiriço situado no ocidente do mundo.

Atha’ny já ouvira muitas histórias sobre os homens que habitavam as vastas terras onde o sol surgia primeiro, muitas delas trazidas pelos Wash’Yiár, os Clãs de Comércio que recentemente haviam travado conhecimento e negócio com eles. Outras, oriundas das poucas incursões que guerreiros Midh’raÿ haviam feito para além da fronteira. Certa feita, quando ainda jovem, ouvira de um guerreiro que aportara em sua aldeia, vindo do norte mundo, histórias sobre as Grandes Guerras e os muitos assaltos perpetrados por seu pequeno grupo de bravos às cidades dos thargorianos, ainda pouco dados às artes da guerra que seu povo tão bem dominava desde o nascimento. À época, Atha’ny ouviu admirado o estranho contar sobre a lenda que surgiu entre eles acerca da assombrosa capacidade mística dos Midh’raÿ de se misturarem às sombras, dom que, segundo tal história, fora obtido através de um pacto com os Amu’darash, chamados por eles de Senhores das Sombras. Depois de anos de guerras, o continente gozava agora de uma paz duradoura, graças em parte a um grupo de lordes mágicos que, segundo soubera, haviam se tornado detentores de um poder incomensurável. Um deles, inclusive, que presenciaria a Noite da Aliança, logo mais.

— Meu senhor — uma escrava branca, de olhar passivo que refletia a cor das ondas do mar distante, assomou-se à porta. — Os Senhoriais o aguardam no grande salão.

Era de uma beleza singular, a escrava. A pele alva e o sotaque levemente estranhado indicavam que provavelmente havia sido trazida das aldeias mais ao norte. Vestida à maneira dos habitantes de Wassir — com uma túnica curta que lhe cobria pouco mais da metade do corpo, deixando as longas pernas e o colo convidativamente expostos — ela se mostrava irresistivelmente encantadora. Aquele não era o mais apropriado dos momentos, mas Atha’ny não conseguiu reprimir o desejo que lhe surgiu sem aviso ante o chamado que emanava do corpo da jovem escrava. Graças àquela maldita viagem, a Noite das Descobertas lhe havia sido negada e agora ele teria de esperar sabe-se lá quanto tempo até poder provar pela primeira vez da carne tenra de uma fêmea. Ele aproximou-se devagar, acariciando seu rosto com a ponta dos dedos, enquanto ela involuntariamente recuava, assustada.

— M-meu… senhor…?

Atha’ny sentiu o desejo se intensificar ante a negativa da escrava, mas buscou se controlar. Não sabia se ela já tinha dono e não seria um bom presságio iniciar as relações com seus futuros aliados lhe roubando os escravos. Contrafeito, ele afastou-se, recolheu a espada de sobre o móvel, apertou no pulso a emblema de Dash’wa — cuja insígnia de Shoar reluzia a ouro e as cinco cabeças reptílicas traziam pequenas preciosidades em lugar dos olhos —, artefato especialmente preparado para aquela noite e que, ao final, seria entregue a sua noiva, como forma de selar a união entre os Clãs, e seguiu a escrava para fora do quarto. Aquele era já o segundo dia desde a chegada a Wassir En Nash. Depois de acolhidos pelos senhores do lugar e devidamente acomodados, ele passara a cumprir os rituais protocolares que a situação exigia: se apresentara ante o Senhor de Guerra e governante da Cidade-Império e lhe oferecera os seis presentes sagrados; estivera na presença do Pai do Tempo e lhe mostrara as seis marcas do eleito, feitas por cada uma de suas Seis Espadas, e visitara o Templo de Dash’wa, a Única — uma construção imponente que ocupava a praça principal da cidade —, depositando sobre o altar uma gota de seu sangue, cumprindo assim as honrarias que deveriam ser prestadas por um guerreiro Midh’ray e futuro consorte de uma filha de Wassir.

A escrava o conduziu por um largo corredor, desordenadamente ornamentado por uma sorte de armarias e apetrechos de guerra pendurados ou simplesmente jogados junto às paredes, deixando-o às portas de um amplo salão localizado na parte mais alta da construção. Sobre o madeiramento enegrecido, desenhos rústicos pareciam querer contar, embora sem muito sucesso, a história do povo que fundara aquela cidade. Antes que Atha’ny pudesse indagar-lhe o que viria a seguir, ela desapareceu”.

[Imagem meramente ilustrativa; parte da capa criada por Nathan Milliner para a Editora Argonautas]